O hábito da leitura sempre foi estimulado na formação de qualquer cidadão que tenha acesso a cultura e a informação. Seja em casa com as leituras de estórias por nossos pais ou na escola com os livros para-didáticos que os professores indicavam. Porém o que percebi durante a minha formação é que a televisão era mais legal do que ficar sentado num canto com um livro do Machado de Assis, e hoje imagino que os adolescentes achem a internet infinitamente mais divertida que as centenas de páginas em português bruto de Dom Casmurro. Então como criar a cultura da leitura nos jovens?
Os blogs nasceram forma despretensiosa. Pela junção de: ânsia de ter um site na internet + o hábito de descrever o dia-a-dia em formato de diário transferido para o mundo virtual + a abertura de espaço para que amigos comentassem os textos. Pronto. Um programador cria uma ferramenta que facilita a criação desses espaços (Blogger) e logo o troço vira mania entre os jovens e nerds. Ganha destaque e respeito na mídia, e se populariza.
No que os blogs contribuiem com a leitura?
Ao eleger alguns blogs com assuntos de seu interesse para acessar diariamente, o jovem está criando uma rotina de leitura. Mesmo que o conteúdo nem sempre respeite as normas padrões da língua, com margem para muitos deslizes gramaticais (como neste blog que você está lendo agora), a leitura está sendo exercida. Desde modo, encontrar um bloco de texto saltando aos olhos perde um pouco de seu drama. O hábito da leitura está sendo trabalhado.
Falo isso por experiência própria. Apesar de ter sido cdf, não curtia ler. O bom desempenho nas avaliações se dava pela capacidade de captar e processar os assuntos na hora da aula. Depois nem pegava nos livros. Acho que por isso meus piores desempenhos (notas abaixo de 9) sempre foram em Português. Depois, mais velho, chega a hora de encarar a faculdade e as pilhas de material para leitura. E lá vem denovo o drama? Não! Eu já havia adquirido o hábito da leitura. Minha lista de favoritos é composta em sua maioria por blogs que gosto de acompanhar. Deste modo, a leitura dos textos foi menos penosa.
Hoje, quando é chegada a hora de escrever minha monografia para a conclusão da graduação, não vejo problema em ter umas dezenas de referências bibliográficas já encontradas para meu tema. O que me falta é tempo.
A prática da leitura estimula outro boa prática: a escrita. Escrever um texto deste tamanho há alguns anos, pra mim, era um tormento