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Blogs criando cultura da leitura.


Monday, March 23, 2009

O hábito da leitura sempre foi estimulado na formação de qualquer cidadão que tenha acesso a cultura e a informação. Seja em casa com as leituras de estórias por nossos pais ou na escola com os livros para-didáticos que os professores indicavam. Porém o que percebi durante a minha formação é que a televisão era mais legal do que ficar sentado num canto com um livro do Machado de Assis, e hoje imagino que os adolescentes achem a internet infinitamente mais divertida que as centenas de páginas em português bruto de Dom Casmurro. Então como criar a cultura da leitura nos jovens?

Os blogs nasceram forma despretensiosa. Pela junção de: ânsia de ter um site na internet + o hábito de descrever o dia-a-dia em formato de diário transferido para o mundo virtual + a abertura de espaço para que amigos comentassem os textos. Pronto. Um programador cria uma ferramenta que facilita a criação desses espaços (Blogger) e logo o troço vira mania entre os jovens e nerds. Ganha destaque e respeito na mídia, e se populariza.

No que os blogs contribuiem com a leitura?
Ao eleger alguns blogs com assuntos de seu interesse para acessar diariamente, o jovem está criando uma rotina de leitura. Mesmo que o conteúdo nem sempre respeite as normas padrões da língua, com margem para muitos deslizes gramaticais (como neste blog que você está lendo agora), a leitura está sendo exercida. Desde modo, encontrar um bloco de texto saltando aos olhos perde um pouco de seu drama. O hábito da leitura está sendo trabalhado.

Falo isso por experiência própria. Apesar de ter sido cdf, não curtia ler. O bom desempenho nas avaliações se dava pela capacidade de captar e processar os assuntos na hora da aula. Depois nem pegava nos livros. Acho que por isso meus piores desempenhos (notas abaixo de 9) sempre foram em Português. Depois, mais velho, chega a hora de encarar a faculdade e as pilhas de material para leitura. E lá vem denovo o drama? Não! Eu já havia adquirido o hábito da leitura. Minha lista de favoritos é composta em sua maioria por blogs que gosto de acompanhar. Deste modo, a leitura dos textos foi menos penosa.

Hoje, quando é chegada a hora de escrever minha monografia para a conclusão da graduação, não vejo problema em ter umas dezenas de referências bibliográficas já encontradas para meu tema. O que me falta é tempo.

A prática da leitura estimula outro boa prática: a escrita. Escrever um texto deste tamanho há alguns anos, pra mim, era um tormento :)

E agora o ano começou


Monday, March 2, 2009

Bom pessoal, passada as folias de Momo o ano inicia o ano no Brasil.

Criando hábitos


Friday, January 9, 2009

Acredito que criar um hábito é a coisa mais difícil do mundo quando se quer, mas, quando se trata de coisas inúteis, involuntariamente criamos alguns hábitos (quase vícios). Tipo, ninguém planeja que vai ter o hábito de roer unhas quando está ansioso ou de entrar no msn sempre que sentar a frente de um computador com internet. E muito menos nos programamos para sempre dormir 5 min depois que toca o despertador, já que sempre acaba em atrasos no trabalho. Costumes “ruins” e dispensáveis viram hábitos de forma bem fácil.

Agora vamos a criação dos hábitos positivos, como dormir cedo, praticar exercícios físicos, se alimentar saudavelmente e ler. Essas são coisas que a gente tem ciência que deve fazer, mas não faz por preguiça, desleixo ou qualquer outra desculpa esfarrapada. Isso porque não é hábito. Seu celebro cérebro não processa isso como parte da nossa rotina diária e dá pouca importância. Ok, algumas pessoas já tem alguns desses hábitos. Eu não. Isso não quer dizer que eu não leia. Leio sim, e acredito que leio mais que a média das pessoas da minha idade. Porém não por hábito. Costumo pegar um livro e ler todo de uma vez, numa final-de-semana. Dormir cedo só quando estou com 1 noite (2 ou mais) a menos. O fato é que se eu lesse um pouco a cada dia iria ler bem mais durante o ano. Se dormisse cedo sempre que puder renderia bem mais no dia seguinte.

Uma das minhas metas é aprender a lidar com meus hábitos. Obviamente eliminando os que não fazem diferença e completamente dispensáveis e criando novos hábitos, como freqüentar academia. Bom, esse está em fase de execução, em quase um mês só faltei 2 dias :)

É você, quais os seus hábitos?

Me ajuda que eu te ajudo


Wednesday, January 7, 2009

Esse título é uma expressão típica de quem pede um favor. Nada contra. Quem me conhece bem sabe o quanto sou solicito, mas o problema é quando as pessoas extrapolam e abusam.

Depois de entrar numas furadas querendo ajudar amigos, cheguei a uma conclusão que o favor só é favor se não me der trabalho. Lógico que fazer algo pra alguém dar trabalho. Mas o trabalho que quero evitar são aqueles que comprometam minhas poucas horas de sono, e minhas raras horas de folga quando não estou de ferias da faculdade e do trabalho.

Esse reveillon passei num camping com um grupo de amigos e novos amigos. A sinergia foi bem legal, um brother me ajudou a montar a barraca, eu enchi o colchão de umas meninas e um outro cara cuitou de comprar a água algumas vezes. Tudo fluíu perfeitamente.

Voltando a uma análise da frase, percebemos que o sujeito não é tão seu amigo. Tipo, ele só te ajudará se você ajudar antes ele. Tipo, “se não me ajudar nunca conte comigo”. Ainda se propõem a retribuir a ajuda de alguma forma. Então você fica com o crédito de favor e sutilmente deve cobrar algum dia.

Chega o dia que você precisa cobrar a dívida e o devedor não paga. Aí solta a frase: - Porra bicho! Lembra daquele dia?… Aí vem a resposta: - Porra, vai passar na cara? Pronto, o cara além de não fazer o favor te chama de fdp.

O favor deve ser encarado com algo que você se dispõem a fazer por alguém sem esperar algo em troca.

Achmed, O terrorista morto, em um vídeo de Natal.


Tuesday, December 23, 2008

Publicidade contra a exploração sexual


Monday, December 22, 2008

Esse final de semana vi um filme sensacional na pasta do grande redator Flávio Galvão que trabalhou comigo e hoje está na agência Fischer América, em Brasília. Não vou contar como é, melhor assistir.

Flávix, filme duka. Tu é foda.

Planejamento anual


Thursday, December 4, 2008

Essa expressão tem sido bastante ouvida e falada por mim nessa época do ano lá na agência, pois é o período em que planejamos as ações de comunicação dos clientes para o ano que vem. Bom, mas não sobre trabalho que gostaria de falar aqui no meu tão abandonado blog. É sobre algo que venho fazendo há alguns anos nessa época do ano, o meu planejamento anual pessoal.

O planejamento serve basicamente para meu controle financeiro. Onde posso saber quanto recebo, quanto tenho pra pagar e quanto sobra (se é que sobra :P ) para gastar com laser e outras coisas que desejo.

Como funciona?
Primeiro eu relaciono tudo o que é despesa fixa, que sei que vou ter faça chuva ou faça sol, como faculdade, celular, plano de saúde e outras coisas mais. Depois relaciono todas as receitas fixas, hoje infelizmente só posso contar com o salário e alguns benefícios :( Agora é fazer um calculo para fazer o balanço entre receitas e despesas para ter o saldo final do mês. Uma planilhazinha para cada mês.

Ah! Importante lembrar
Incluir nas despesas os itens almoços, gasolina e diversos para as saídas de final de semana. É verdade que os valores desses itens não são previsíveis, mas é preciso colocar uma estimativa/média.

Pronto. Hora do balanço

Se seu saldo foi positivo, você pode programar aquela viagem de férias ou se matricular naquele curso, comprar aquilo que você tanto quer ou ainda fazer o tão necessário pé-de-meia. Caso o saldo tenha sido negativo, você tem que fazer os ajustes que precisa para sair do vermelho, como ficar mais em casa nos finais de semana, levar almoço de casa quando puder… em fim.

Conclusões
Muitas vezes a gente acha que o mundo é injusto conosco, que a crise econômica já nos afeta a muito tempo e que vive duro (economicamente falando, que fique claro). Mas quando colocamos tudo na ponta do lápis percebemos o problema todo foi falta de controle financeiro e planejamento. Entrar num financiamento ou crediário só por que as parcelas estão boas é um erro grave. Primeiro temos que julgar a real necessidade de fazer uma dívida e depois avaliar se podemos.

Dica final
Segure a onda no final do ano. Você está com o 13° no bolso e cheio de desejos de consumo. O comércio sabe disso, e vai tirar um bom proveito de sua pré-disposição para gastar. Aguarde as liquidações de janeiro ;)

Hoje acordei com uma boa notícia: Obama presidente.


Wednesday, November 5, 2008

Estou feliz pelo resultado das eleições nos Estados Unidos. Não apenas pelo fato de um negro ter sido eleito presidente da maior potencia mundial, como muitos tem comemorado, mas feliz porque ter visto que a internet pode ter tido papel fundamental nesta campanha do Obama.

São inúmeras as formas que a campanha do Obama atuou na grande rede, tanto de forma planejada pela sua equipe de marketing ou de forma espontânea pelos internautas do mundo inteiro que se tornaram verdadeiros cabos eleitorais do democrata americano na web.

Em contrapartida, tudo isso só fez aumentar minha tristeza pela fato de que aqui no Brasil o Tribunal Eleitoral ter imposto uma série de restrições quanto ao uso da web nas eleições.

Vamos rever isso.

Internet amiga


Sunday, October 19, 2008

Foi na internet que obtive o conhecimento necessário para começar a trabalhar nela. Era meados de 2003 e um colega de trabalho me apresenta entusiasmadíssimo uma apostila sobre HTML, todo empolgado me mostra uma página do UOL com código fonte editado por ele para exibir uma notícia em destaque sobre ele. Dessa forma. o entusiasmo, empolgação e, sobretudo, a curiosidade tomou conta de mim naquela sexta. Providenciei logo uma cópia daquela apostila e comecei a ler no busão a caminho de casa. Um final de semana depois, com duas noites de sono a menos, estava de volta ao escritório com uma página web publicada no hpg. A página tinha até música, um mid de “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. Meses depois mudei de emprego, fui para uma empresa de comunicação digital.

Foi na internet que conheci uma agência interativa que me serviu de referência para entrar no mercado publicitário. Por volta de 2004 encontrei por acaso um banner que era mais do que uma simples animação criada para vender a imagem de uma marca ou serviço na web. Era um banner interativo, que ao usar o mouse e o teclado você podia brincar. Na hora pensei: “pqp, isso é muito legal”. Apesar de já ter vontade de ser publicitário, eram poucas as peças publicitárias que um dia me impactaram como aquele banner. Descobri que era uma peça criada pela AgênciaClick. E no site da agência vi outras tantas peças legais. Pronto, era aquilo que eu queria. Um ano depois, já freqüentando aulas do curso de publicidade e propaganda, participei de um evento para estudantes, onde faturei um estágio de um mês numa agência “tradicional”. O estágio se prolongou por mais 5 meses até que fui contratado pra trabalhar com web na criação.

Essas duas histórias são apenas algumas de muitas que a internet se fez presente na minha vida de forma significante. Pra mim a internet nunca foi apenas fonte de diversão. Lembro que, antes mesmo de saber usar um simples PC, assisti uma matéria no Jornal Nacional que falava de adolescentes aprendendo na internet a fazer bombas, pensei que era possível aprender qualquer coisa. E é! Esse final de semana aprendi sobre o funcionamento do sistema de embreagem de um carro. Descobri o que provavelmente fiz para mandar a embreagem do meu carro pro espaço, e ainda achei peças 40% mais baratas do que o preço do fornecedor do mecânico :p

O complexo da injustiça


Monday, September 1, 2008

O título do post é o diagnóstico que dou pra aqueles que costumam justificar seu insucesso com algum injustiça sofrida. Por exemplo, aquele cara que não passou num processo seletivo de uma empresa sai dizendo pros amigos que “com certeza” quem entrou tinha um peixe grande, pois ele era o mais competente. Até que você escuta a mesma história outras vezes, em outras seleções que o mesmo sujeito participou, mudando apenas a justificativa. Isso é um exemplo clássico do complexo da injustiça. E também acontece no mundo corporativo, quando uma empresa perde um cliente pra outra. Em fim.

É bem verdade que as injustiças acontecem, mas o mundo não é sempre injusto. As vezes é mais cômodo acharmos que sofremos uma injustiça do que aceitar que podemos ter falhado em algo. Que custa mandar um e-mail, ou ligar, para saber em que ponto você falhou no processo seletivo? Ou até mesmo perguntar quais os diferencias do candidato escolhido? O mesmo uma empresa pode fazer. E isso vale pra qualquer tipo de relacionamento onde a gente julgar ter sido injustiçado.